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Os benefícios da meditação no seu dia a dia

Os benefícios da meditação no seu dia a dia

Você medita? Se não, deveria. Os efeitos dessa prática no organismo e no comportamento humano têm sido muito estudados na atualidade, validando a prática de milênios originada nas filosofias espirituais do Oriente.

A meditação é um exercício interior, um momento de concentração profunda, que coloca você em contato com o equilíbrio geral. Essa técnica constitui uma grande variedade de práticas que “educam” a mente; isto é, desenvolvem e aprimoram habilidades para lidar melhor com as emoções e conviver melhor consigo mesmo.

Os benefícios da meditação começaram a ser seriamente estudados por pesquisadores como o professor de Harvard, Dr Hebert Benson. Em 1967, ele descobriu que pessoas em estado meditativo usavam cerca de 17% menos oxigênio. Além disso, apresentavam menor pressão sanguínea e aumento na produção de ondas cerebrais. Essenciais para ajudar a melhorar a qualidade do sono.

Vamos falar agora de benefícios diretos da meditação no seu dia a dia. Mas antes, precisamos falar sobre o ato de meditar em si.

O que é meditar?

Não é tão complicado explicar como se medita. A primeira coisa que precisamos ter em mente é que meditação vai além dos clichês de “sentar de pernas cruzadas”, “fazer silêncio” e “não pensar em absolutamente nada”. Não pensar em nada é uma missão quase impossível. Quem medita, pratica um exercício de foco e concentração. Quem está começando a meditar, por exemplo, pode desfocar rapidamente.

A primeira dica é prestar muita atenção na sua respiração. O timing de como respiramos é um ótimo gatilho para o foco, e volta nossa atenção para o funcionamento do corpo. Também é uma técnica de meditação deixar os pensamentos fluírem pela sua mente, sem ser um julgador deles: deixe que passem. Esse foco também é uma forma de concentração. Com treino, você consegue se concentrar cada vez mais facilmente e por mais tempo.

Benefícios para a saúde

Um estudo feito pela Unifesp, em parceria com o Hospital São Matheus, contou com um grupo de 140 idosos praticando meditação por 2 meses, 2 vezes por semana. Metade dos participantes seguiram à risca a prática da meditação duas vezes por semana, e relataram resultados bastante significativos:

·        71,19% relataram melhorias na postura;

·        64,41% afirmaram estar respirando melhor;

·        62,71% conseguiram aumentar a disposição;

·        57,63% experimentaram redução de dores físicas

·        45,76% tiveram melhorias em doenças crônicas (junto com o tratamento convencional);

·        37,29% relataram mudanças no hábito intestinal.

A meditação também pode ser um alívio para dores de cabeça. Segundo estudo da Universidade de Harvard, 19 pessoas que sofriam com crises de enxaqueca constante começaram a meditar, por 8 semanas. E com isso, as dores foram ficando menos intensa e as crises mais curtas. O que não dispensou totalmente a necessidade de aliar aos remédios para este tipo de dor.

Hoje, a meditação é aplicada tanto para o tratamento auxiliar em casos de dores persistentes, como doenças crônicas (hipertensão e diabetes) e até mesmo tratamento de diversos tipos de câncer.

Benefícios para o envelhecimento

Além de ajudar na saúde, a meditação pode mudar a forma como seu cérebro age, contribuindo para um envelhecimento melhor. O cérebro possui a capacidade de aumentar ou encolher algumas regiões, conforme as áreas que ativamos ao longo da nossa vida. Por exemplo, a capacidade de guardar memórias.

Com o passar dos anos, o córtex cerebral, a parte do cérebro usada para criar ideias e guardar memórias, vai diminuindo. Você começa a esquecer onde deixou a chave do carro, de tomar seu remédio pela manhã.

E quem ativa mais partes do cérebro ligadas a memórias está mais apto a tornar seu cérebro melhor nessas capacidades por mais tempo. É como um exercício muscular: quanto mais você trabalha uma parte do corpo, com o equilíbrio correto, melhor para a saúde daquele corpo como um todo. A mente funciona da mesma forma.

Esse benefício foi comprovado em um estudo do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA. Praticantes de meditação foram comparados a não praticantes, e isso gerou dados bem interessantes. A região do córtex pré-frontal de praticantes de meditação que já haviam passado dos 50 anos tinha a mesma quantidade de massa cinzenta de jovens de 25 anos.

Além desse resultado, as pessoas que nunca haviam praticado meditação foram analisadas depois de começar a prática, para verificar se isso realmente aumentava a densidade da massa cinzenta. Depois de 8 semanas, o grupo que meditou regularmente apresentou aumento em áreas do cérebro que regulam a capacidade cognitiva, a memória e as emoções.

Por isso mesmo, é importante exercitar áreas do cérebro que estão em “desuso”. A meditação é uma ótima ferramenta para isso. E o melhor: a prática é acessível a todos. Não precisa de nenhum equipamento especial, cursos. Basta começar a prestar mais atenção em si mesmo e praticar exercícios de foco e concentração.

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